"A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original."
(Albert Einstein)

24 de jul de 2010

estou presa, amarrada, acorrentada, sufocada e angustiada. eu queria muito poder voar, subir, crescer, tocar o céu e sentir a liberdade correr por todo o meu ser. porém, isso se torna impossível. é impossível a gente viver da maneira que a gente quer. é impossível querer ser o que a gente quer. eu tinha tantos sonhos, esperanças, ilusões, eu tinha vontade de viver, eu queria ser feliz. felicidade, está aí um sentimento que parece que foge de mim. eu busco por ela todo dia, toda hora, todo minuto, mas parece que ela não quer estar comigo. eu tinha tantos planos para a minha vida, mas como eu digo, não adianta eu planejar nada. nada do que planejo para a minha vida se concretiza. tudo bem, eu já entedi. eu tenho que deixar que as coisas aconteçam. o problema é que elas não acontecem. pelo menos, não as coisas que eu queria que acontecessem. eu queria poder viver de outro do jeito, do meu jeito. e eu não entendo até agora o porque que eu tenho que viver buscando por aquilo que não me dá prazer. eu não entendo porque eu tenho que viver de acordo com os SEUS princípios. eu não entendo porque eu tenho que ser igual a você. eu não quero ser igual a você. eu não quero deixar os meus sonhos de lado, eu não quero me tornar uma pessoa igual a você. será que você não entende isso? será que é tão difícil pra você me aceitar e me deixar viver? eu não entendo porque eu não posso ser aquilo que eu quero. eu não entendo. simplesmente me sinto acorrentada, presa e sufocada por tudo isso. você não me deixa ser, não me deixa sair, afinal do que você tem medo? por que você me sufoca tanto? por que eu não posso ser eu? eu já disse que não sou você e não quero ser igual a você. por que você insiste nisso? eu disse que nunca iria te deixar, mas eu sinto que preciso tentar sair deste lugar, me encontrar, descansar, e tentar viver.

7 de jul de 2010

está tudo meio nublado, não há clareza, não há certeza, não há luz. uma voz se escuta ao longe. será que estão chamando meu nome? será que estão gritando por mim? será que é a mim que eles procuram? é uma voz feminina, dá para sentir o desespero e a angustia em seus gritos. a voz se aproxima. eu tento enxergar, eu tento ver aonde se encontram, tentar ajudar. mas, parece que cada vez tudo fica mais nublado, mais escuro e frio. perdida nesta esucridão sem saída a voz começa começa a gritar e chamar por um nome...não entendo o nome..será por mim que a voz chama? essa voz...essa voz que grita, que chama, que me angustia, me desespera, o que ela quer? por o que ela grita? e tudo começa a se misturar, gritos, frio, dor, angustia, gritos, gritos, gritos, frio, anguntia, dor, tudo ainda está nublado, não consigo ver, o medo se apondera de mim. um grito longo e desesperador, o rosto de um homem a sorrir e a escuridão total. silêncio. vazio. meus olhos se abrem assustados, sinto um frio na espinha e o suor a escorrer pelo meu rosto. o relógio marca 1:23. olho ao redor. tudo parece familiar e ao mesmo tempo tão estranho. não há ninguém gritando. há só a penumbra do meu quarto, a insônia e os meus monstros. mais uma noite de mal dormida. mais uma noite de pesadelos. mais uma noite em que as lembranças vêm me visitar.